Neste domingo, à beira do gramado do estádio Raulino de Oliveira, estarão dois técnicos de estilos diferentes no clássico Fluminense x Botafogo, que decide qual será um dos finalistas do Estadual. Embora Ricardo Gomes já tenha sentido o gostinho como jogador, tanto ele como Levir Culpi têm um objetivo em comum: a conquista do primeiro Campeonato Carioca na carreira de treinador. Levir, de 63 anos, tem um currículo mais encorpado. Além de duas Copas do Brasil, já conquistou, entre outros, os títulos de campeão catarinense, paranaense, mineiro e paulista. Mais jovem, 51 anos, Ricardo Gomes tem como principal cartão de visitas o título da Copa do Brasil de 2011, com o Vasco, a Copa do Nordeste e o Baiano com o Vitória, além de taças com o PSG e da Série B com o Botafogo.
Os treinadores possuem características diferentes para dirigir suas equipes. Levir faz mais o estilo linha dura e não abre mão de sua posição de comando, o que, por vezes, já o fez entrar em atrito com estrelas dos clubes que dirigiu. Foi assim com Ronaldinho Gaúcho e Tardelli, no Atlético-MG, e agora com Fred, no Flu. Contador de histórias, Levir é conhecido pelo bom humor e pela facilidade de levar risos ao vestiário. Sua espontaneidade e sinceridade fazem com que as entrevistas sejam sempre regadas a boas tiradas e frases marcantes. Não há espaço para o politicamente correto com ele.
(Ricardo Gomes) é um cara do bem. Só de olhar para ele, ouvir o que ele fala, a gente já percebe isso.
Levir Culpi
Ricardo Gomes tem outro perfil. Mais discreto, sério e sereno, não costuma entrar em polêmicas com jogadores, principalmente publicamente. Pelo contrário, cativa amizades por onde passa. É difícil encontrar no meio do futebol alguém que tenha algo a se queixar em relação ao treinador, conhecido por tentar solucionar seus problemas na base da conversa.
Ao contrário de Levir, o treinador alvinegro não é fã de entrevistas, embora saiba que é parte importante de sua função. Mas mesmo quando pouco à vontade, o convívio com os jornalistas é pautado pelo respeito. Com a mesma elegância que desfilava dentro de campo quando zagueiro, consegue contornar perguntas que lhe incomodam. O jeitão sério e de poucos sorrisos fica de lado quando não há câmeras. No dia a dia, com a imprensa, Ricardo Gomes costuma se soltar mais ao fim das coletivas, quando não há câmeras e gravadores. Ali brinca e, por alguns instantes, expõe suas opiniões sobre os mais variados assuntos.
Seu habitat natural é entre amigos e familiares, mas a convivência com os jogadores é algo que lhe agrada. Internamente, Ricardo Gomes tem momentos de brincadeiras e é bem-humorado. Mas sabe a hora de falar sério e cobrar. Porém, é difícil se indispor com algum jogador, já que preza pelo respeito nas suas relações profissionais.
O Levir mudou a formação, deu outra perspectiva ao Fluminense. Conseguiu essa química.
Ricardo Gomes
- Não tenho muito contato com o Ricardo. Mas é um cara do bem. Só de olhar para ele, ouvir o que ele fala, a gente já percebe isso. Tenho amigos que tem proximidade com ele e ouço coisas boas. Tem todo o meu respeito. Dentro do futebol é um cara muito respeitado - afirmou Levir.
Nesta semana, Ricardo Gomes comentou sobre a evolução do Fluminense após a saída de Eduardo Baptista e a chegada de Levir. Foi só elogios ao enaltecer o trabalho do experiente técnico.
- O Levir tem mais experiência, mudou a formação, deu outra perspectiva ao Fluminense. Ficou clara a evolução do time. Ele trabalhou de outra forma e conseguiu essa química.
A partir de domingo, só um continua na missão de tentar o título carioca. Por ter feito melhor campanha na Taça Guanabara, o Fluminense tem a vantagem do empate.
FONTE:CAMPEONATO CARIOCA

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