Animal que deu nome a um dos enredos mais significativos da história da Beija-Flor, o rato estará na Avenida este ano pela agremiação de Nilópolis. Não se trata de uma reedição de “Ratos e urubus, larguem a minha fantasia”, de 1989, mas a crítica presente na época dará o tom da apresentação da Azul e branco neste carnaval. Desta vez, o bicho estará na frente do segundo carro da escola em proporções gigantescas.
A alegoria, desenvolvida pela comissão de carnaval, faz uma crítica direta aos “maus representantes do povo”, e traz ainda um prédio da Petrobras que se transformará em uma favela na Sapucaí.— O rato faz essa referência aos péssimos políticos. Tanto que ele vem com dentes humanos e de um jeito bem raivoso para a Avenida — explica Laíla, diretor geral de carnaval e harmonia da Beija-Flor.

O desfile também guarda outras críticas sociais. Uma mensagem contra a intolerância religiosa, sobretudo dirigida às denominações de origem africana, virá no encerramento da apresentação.
Laíla mantém segredo, mas afirma que o último setor da agremiação será uma grande passeata de reivindicações. Em um ano de enredos politizados no carnaval, a Beija-Flor aposta em uma nova forma de interação com o público para chegar ao título. Todas as alegorias da escola terão surpresas, coreografias e movimentos para passar uma mensagem.

Comissão de carnaval da Beija-Flor sonha com título Foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo
EM COPACABANA
A escola faz hoje, às 14h, ensaio técnico na Praia de Copacabana. A concentração é no Posto 6. A ideia é que o samba vire grande ato cívico.
CONVOCAÇÃO
A Azul e branco convida todos os cariocas e turistas que estão insatisfeitos com algo para participar do desfile. Podem levar cartazes, camisas, bolas de gás. A escola só pede que a manifestação seja pacífica e ordeira.
COREOGRAFIAS
Os carros terão a coreografia de Anderson Muller. A parte cênica é de Marcelo Misailidis.
DESFILE
A Beija-Flor será a última a desfilar na segunda-feira de carnaval, com o enredo “Monstro é aquele que não sabe amar — Os filhos abandonados da pátria que os pariu”.
Fonte:EXTRA

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