sexta-feira, 5 de abril de 2019

Defesa Civil visita barragem com risco de rompimento e comunidades atingidas pelas chuvas em Santana do Acaraú, no Ceará

A Defesa Civil do Ceará realiza, durante todo o dia, ações de monitoramento nas comunidades mais atingidas pelas fortes chuvas que caem sobre o município de Santana do Acaraú, região Norte do estado. Uma das localidades que recebeu agentes do órgão é Ipueirinhas, situada na zona rural a cerca de 30 km da sede. A açude de mesmo nome, abastecido pelos Riachos Preguiça e Cacimbas, está a 45 cm de sangrar e 8 comunidades com 560 pessoas estão no curso da água. Apesar do temor dos moradores, a Defesa Civil estadual descarta riscos de alagamentos.

O técnico do órgão, Wilson Maranhão, garante que "não há necessidade de deixar as casas. Nós temos um sangradouro que está completamente obstruído. Esse sangradouro foi muito bem direcionado, tem entorno de 40 metros e com certeza ele vai dar vazão ao volume excessivo de água que pode acontecer aqui. Na verdade, o que falta ser feito é a retirada de cercas que estão obstruindo a passagem das águas e vegetação. Feita essa limpeza é tranquilidade". Pela manhã, por orientação do órgão, os próprios moradores, começaram a limpeza.

No entanto, de acordo com o agente comunitário de saúde de Ipueirinhas, Antonio Carneiro, as famílias estão ansiosas. "Quando vier bastante água, algumas famílias que moram no leito do rio podem ficar em risco. A recomendação é que eles saiam de casa", explica.

Diagnóstico

Ainda nesta quinta-feira (4), técnicos da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), oriundos de Fortaleza, foram à região para auxiliar o trabalho da Defesa Civil. Os profissionais devem apresentar um diagnóstico mais preciso sobre a barragem do Açude de Pilões que é particular e está localizado em Morrinhos, a 40 km de distância de Santana do Acaraú. O equipamento está em situação mais crítica. Construída há 81 anos, ela apresenta falhas estruturais que exigem atenção. O principal problema é a erosão. A parede que tinha 6 metro, hoje, tem 2,5 m. Ainda assim, a Defesa Civil garante que não há motivos para pânico.

"Existe um processo erosivo e como medida emergencial nós teremos que abrir a vegetação que obstrui o sangradouro e as pedras que foram deixadas lá. Se houver a necessidade, nós vamos enlarguecê-lo mais, 20 a 30 metros, pra que a vazão possa passar tranquilamente e a população ficar tranquila em relação a isso. Então não há motivo de alarde", explica Maranhão.

A Prefeitura de Santana do Acaraú garante que está acompanhando a situação de todas as comunidades e monitorando os riscos de perto. Quanto a Pilões, o assessor de comunicação, Jonathas Vale, afirma que "estamos tranquilos, acompanhando a situação. Não é necessário pânico".

Fonte:G1/CE

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