quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Policiais suspeitos de agredirem pescadores são presos em Amontada, no interior do Ceará

A Delegacia Regional de Itapipoca prendeu, nesta quarta-feira (4), dois policiais suspeitos de agressões a pescadores no município de Amontada, na região Norte do Ceará. Os agentes foram abordados em uma fazenda de carcinicultura (criação de camarões em cativeiros) e também são investigados por uma suposta apreensão indevida de materiais de pesca.

A Polícia Militar informou que irá apurar o caso e "aproveita o ensejo para ressaltar que a Corporação não compactua com qualquer ação policial que vá de encontro aos direitos e garantias fundamentais do cidadão".

Segundo o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), pescadores da comunidade Mosquito, em Amontada, procuraram o promotor Francisco Lucídio de Queiroz Júnior há 15 dias para denunciar os dois policias. Segundo eles, os homens, que trabalham como seguranças de uma fazenda de criação de camarão, estariam impedindo a pesca em um rio onde ocorre a despeja das sobras dos criadouros. Além das agressões, os pescadores alegam que tiveram todos os seus equipamentos de pesca apreendidos.

Após ouvir os depoimentos, a denúncia foi encaminhada para a Delegacia Regional de Itapipoca, que enviou agentes até a fazenda para averiguar a prática de excessos por parte dos seguranças e a responsabilidade da empresa. No local, a polícia encontrou dois policiais almoçando nas dependências da propriedade, mas, segundo o MPCE, ainda não é possível afirmar que eles estavam em serviço.

A Polícia Militar disse ainda que "qualquer conduta de seus membros que porventura destoe dessas diretrizes são repudiadas e devidamente apuradas, garantindo-se sempre aos envolvidos o exercício dos direitos à ampla defesa e ao contraditório". O G1 entrou em contato com a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), mas até o fechamento desta matéria não tivemos resposta.

Suspeitos liberados

Após serem encontrados na fazenda, os policiais investigados foram encaminhados para a Delegacia Regional de Itapipoca, onde prestaram depoimento. Na sequência, foram liberados por não haver flagrante em relação aos materiais supostamente apreendidos.

O MPCE afirmou, no entanto, que investigações continuarão com o objetivo de apurar outras práticas criminosas e o possível crime de improbidade administrativa por parte dos policiais. O G1 entrou em contato com a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) do Ceará, além da Polícia Militar, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta.

FONTE:G1/CE


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