Destacaram ainda que a troca ofende os princípios da moralidade e da economicidade, que regem a administração pública. "Não há qualquer plausibilidade no emprego de R$ 650 milhões se não for trazida qualquer melhoria aos beneficiários do programa social, os quais podem gozar normalmente do programa social com o cartão que já possuem", escreveram os parlamentares.O Ministério da Cidadania corre para fazer a troca até o fim de junho, para tentar evitar restrições da lei eleitoral. A partir de julho, acreditam técnicos do governo, será mais fácil o questionamento da medida como ato político.
Apesar de tentar fugir deste enquadramento, técnicos do governo admitem, reservadamente, que o objetivo final desta ação é reforçar a campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro à reeleição com o nome de seu programa social no cartão que dá renda à população mais pobre, sobretudo dos estados do Norte e Nordeste.A Caixa já está preparando o desenho do novo cartão. Nas próximas semanas há a previsão de começar a distribuir os pilotos deste novo meio de pagamento em Brasília. Após isso, a ideia é acelerar ao máximo possível a distribuição até o fim de junho. Mas, dentro do governo, há quem defenda que a distribuição dos novos cartões siga por todo o ano, inclusive no período eleitoral.
O Auxílio Brasil, criado em novembro de 2021, substituiu o Bolsa Família, instituído pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. O novo programa de transferência do atual governo elevou o tíquete médio de cerca de R$ 200 para R$ 400, no mínimo.As negociações entre Cidadania e a Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do benefício, começaram há cerca de dois meses e estão em fase adiantada, apesar do aperto no Orçamento da União. A troca dos cartões foi antecipada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" no domingo.
Fonte:Extra

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