No contexto de agressões físicas, psicológicas, sexuais, patrimoniais e morais, além do assédio e da discriminação baseada no gênero, o Ceará acumula dados alarmantes. O 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou que o Estado cearense é o segundo do país com a maior taxa de homicídios de meninas e mulheres. De acordo com o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a taxa em 2020 foi de sete mortes a cada 100 mil mulheres cearenses. Aquele ano contabilizou 329 vítimas.Segundo pesquisa realizada no ano passado pela Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), de 518 mulheres entrevistadas, 71,04% têm filhos com o agressor e 61% delas revelaram que os filhos presenciaram as cenas violentas.“Isso é um dado alarmante porque o estresse psicológico com a situação pode fazer com que essa criança venha a repetir ou aceitar ser vítima de relações abusivas no futuro. Além desses números, a pesquisa revelou que 20% das mulheres ouvidas vivenciaram violência doméstica na casa dos pais quando criança ou adolescente. É um crime que atinge as futuras gerações e nos demonstra que cada vez mais todos os órgãos que compõem a rede de proteção a essa mulher precisam estar juntos para que as pessoas não tenham isso como algo comum”, pontua a supervisora do Nudem Fortaleza, defensora Jeritza Braga.

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