quarta-feira, 5 de abril de 2023

Prevenção de afogamentos: veja cuidados durante banho em água doce

 

O Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará (CBMCE) lançou a operação Semana Santa nessa segunda-feira, 3, com o intuito de advertir a população acerca dos riscos de afogamento durante o feriado religioso. A corporação divulga dicas de prevenção aos banhistas do litoral e do Interior.Durante este período do ano, é comum que cearenses tomem banho em praias, açudes e mananciais espalhados pelo Estado. Como a água doce é mais suscetível a afogamentos, a corporação aponta que é preciso respeitar cuidados para que problemas possam ser contornados nos ambientes com a presença do líquido.

Em 2019, último ano em que a entidade realizou a operação durante a Semana Santa, foram registradas 1.640 prevenções em ambientes de água doce. Duas pessoas foram resgatadas e nove atendimentos pré-hospitalares foram feitos. Ao todo, cinco mortes foram observadas — quatro em áreas sem a cobertura de guarda-vidas. 

Dados do CBMCE apontam que 75% dos afogamentos testemunhados no Brasil ocorrem em águas doces — 25% em rios com correnteza; 20% em represas; 13% em remansos de rios; 5% em lagoas; 5% em inundações; 3% em baías; 2% em cachoeiras e 2% em córregos.

A observação de um elevado número de incidentes nesses ambientes pode ser explicada pela menor densidade da água doce — que carece de sal em sua composição, dificultando o processo de flutuação. A existência de pedregulhos, galhos soltos e obstáculos submersos, aliados ao tom obscurecido do fluido, aumentam os perigos.

O capitão Igor Cabral, subcomandante da 1ª Companhia de Salvamento Marítimo do CBMCE, sublinha que pessoas com pouca experiência de nado em água doce possuem mais risco de se afogar. Atrelado a isso, estão as rápidas mudanças de temperatura e episódios de tempestades, os quais contribuem para a ocorrência de incidentes.

Caso uma pessoa presencie outra se afogando, o capitão Igor Cabral afirma ser preciso acionar o Corpo de Bombeiros de forma urgente por meio do número 193. "Se for possível, é importante fornecer um objeto flutuante para quem está em perigo. Não é recomendado que pessoas sem habilidade de nado entrem na água para tentar o resgate. Isso pode acabar gerando mais mortes", adverte.


FONTE:O POVO

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