Iniciada no último dia 15 de janeiro, a greve tende a continuar sem novas perspectivas de resolução
Maior empreendimento privado em andamento no Estado do Ceará – US$ 5,1 bilhões ao todo –, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) continua com as obras paralisadas devido a um impasse entre operários e construtoras. Primeira deste ano, mas parte de uma série de muitas desde o início das obras em 2011, a greve completa nove dias hoje ainda sem perspectivas de resolução. Pelo contrário, o mais novo impasse entre trabalhadores e patrões da CSP resultou, na manhã de ontem, em uma manifestação em frente à entrada da siderúrgica, que culminou em pneus e até um automóvel incendiados.Novo impasse resultou em uma manifestação em frente à entrada da siderúrgica. Pneus e até um automóvel foram incendiados Fotos: José Leomar
Para hoje, o Sintepav-CE – sindicato da construção civil pesada que representa os operários – promete uma passeata com os cerca de cinco mil trabalhadores em greve da siderúrgica até o distrito do Pecém, em São Gonçalo do Amarante.
O objetivo, segundo afirmou a assessoria da entidade, “é deixar a comunidade ciente do que acontece, pois, normalmente, ela vê a paralisação como algo negativo e a intenção é explicar o que está acontecendo para que a comunidade apoie as reivindicações”. No entanto, mesmo visando a aproximação com a sociedade, nenhuma data para negociar o fim da paralisação está marcada entre o Sitepav-CE e a Posco Engenharia e Construção – empresa sul-coreana responsável pela edificação da CSP.Contingente mínimo
Via assessoria de imprensa, a Posco E&C afirma que garantiu na Justiça uma quantidade mínima de operários para tocar o que chama de “serviços essenciais” para a obra da CSP. Perguntada que serviços são esses, a empresa não respondeu.
A empresa afirma, ainda, que o pleito do Sintepav-CE sobre a unificação do adicional de 30% de periculosidade para todos os funcionários não condiz com o laudo de inspeção de cada subcontratada, para o estágio atual da obra. Sobre o prejuízo que as frequentes greves causam ao andamento da obra, a construtora sul-coreana também se negou a responder.
Andamento
Atualmente, informações repassadas à reportagem na primeira semana do ano pela construtora sul-coreana Posco Engenharia e Construção – responsável pela edificação da siderúrgica –, as obras encontram-se 44,1% concluídas e é feito a concretagem das fundações, da aciaria e da instalação do lingotamento contínuo, que conta com 23,3% do seu processo concluído. Para tal, estão no canteiro 269 equipamentos entre escavadeiras, caminhões, carros-pipa, empilhadeiras e guindastes.
De acordo com o balanço, já foram concluídas as obras das instalações auxiliares (escritórios auxiliares, cozinha central, ambulatório) e os serviços de preparação do terreno (terraplanagem, cercamento do perímetro, ponte de ligação entre a área auxiliar e a área industrial).
Armando de Oliveira Lima
Repórter
FONTE:diáriodonordeste.com.br
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