Algumas faculdades tiveram aulas normalmente pela manhã.
Funcionários realizam protesto em frente ao Hospital Universitário.Um dia depois de declarada greve, a paralisação era parcial em setores da Universidade de São Paulo (USP) na manhã desta quarta-feira (28). No campus Butantã, na Zona Oeste da capital paulista, apenas parte das faculdades estava sem aulas.
Os docentes e funcionários iniciaram na terça-feira (27) a greve por tempo indeterminado. A paralisação é contra a decisão do Conselho dos Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp) de adiar o reajuste dos salários dos servidores das universidades estaduais.
Os alunos decidiram apoiar a paralisação e a pauta de reivindicações das categorias após a realização de assembleias nesta terça.
Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), as aulas foram suspensas e os departamentos estavam fechados. As faculdades de arquitetura, psicologia e educação também aderiram ao movimento. Os alunos da faculdade de psicologia farão greve por tempo determinado, com apenas dois dias de duração.
Em outros prédios, como o da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, os alunos assistiam às aulas normalmente.
O diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, Gabriel Lindenbach, ressaltou que os alunos apoiam os funcionários e professores em sua paralisação. “Tem professores paralisados em todas as faculdades. Acredito que 90% dos cursos tenham sido afetados de alguma maneira”, estima ele.
Assembleia
O DCE fará uma assembleia nesta quarta-feira para definir a pauta estudantil às 18h no prédio de História e Geografia. Entre as reivindicações que serão discutidas na assembleia, algumas são comuns a das outras categorias, como o pedido de auditoria de gastos na universidade, mais investimentos públicos, resolução imediata dos problemas do campus Leste, contra cortes no orçamento para moradia e auxílio-alimentação.
A paralisação pegou alguns alunos de surpresa e deixou outros preocupados. “É complicado ter paralisação no fim do semestre. A reposição de aulas nunca é a mesma coisa”, reclama a aluna de Letras Maria Antônia Lima, de 21 anos.
Já o aluno do primeiro ano de história concorda com a paralisação.“A inflação subiu e o salário não. O reitor não quer conversa”, defendeu os funcionários. “Prejudica um pouco, mas já temos o cronograma e dá para conciliar leituras e não ficar defasado”, afirmou Vinicius Kavashima, 19 anos.
Funcionários da USP estavam de braços cruzados e os principais serviços do campus, como restaurantes, bibliotecas, laboratórios de informática e demais departamentos estavam fechados. Eles fizeram uma passeata desde o prédio da Reitoria até o Hospital Universitário.
Para Magno de Carvalho, diretor do Sintusp (sindicato dos trabalhadores), a paralisação é para evitar o sucateamento da universidade. “A adesão é da maioria dos funcionários da USP e está crescendo o movimento. É uma greve que está se espalhando para o interior”, disse.
“O corte de verba na Universidade vai afetar muito o ensino e a pesquisa”, afirmou.
FONTE:G1/EDUCAÇÃO

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