O desempenho das campanhas ainda é tímido nas ruas de Fortaleza, por parte dos candidatos a cargos majoritários e proporcionais, seja por meio de carros de som, pinturas em muros ou bandeiraços. A fiscalização da Justiça Eleitoral, entretanto, já está nas ruas. Neste fim de semana, até o espaço em que está sendo realizado a micareta Fortal passa pelo crivo dos fiscais. De forma geral, a Justiça tem constatado mais irregularidades nas propagandas em muros.
Nesta semana foram recebidas 20 denúncias de irregularidade. Os 16 fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) divididos em cinco grupos verificam juntamente com policiais militares as propagandas todos os dias de 7h às 19h, a partir de denúncias pelo telefone 148 ou pela ronda dos servidores.
Aos sábados e domingos, a equipe ganha reforço de fiscais da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente. "A ideia agora é que uma equipe entre mais tarde e saia mais tarde. Quando a campanha começa a tomar corpo, a noite é o momento que se fazem as transgressões eleitorais, a prática de outras campanhas mostra isso, por isso temos que ter uma equipe da noite", diz um dos integrantes da equipe.
A fiscalização também está sendo feita na micareta Fortal, que teve início na quinta-feira e acontece até domingo, com duas equipes que examinam a existência de algo que esteja em desacordo com a legislação eleitoral. No primeiro dia da micareta foi feito um auto de constatação inicial para um carro estacionado com o adesivo sobre um programa de televisão com as fotos do vereador Vitor Valim e de Evaldo Costa, candidatos a deputado federal e estadual, respectivamente.
Nos últimos dias, o órgão recebeu reclamações de que emissoras de rádio estariam privilegiando candidatos específicos praticando "comícios eletrônicos". De acordo com o juiz plantonista da propaganda eleitoral, Djalma Benevides, um grande problema encontrado para verificação das denúncias é que elas têm sido genéricas, pois os denunciantes não estão especificando os detalhes necessários.
Diferente
Ele relata que a maioria dos denunciantes não quer se identificar e que, ao longo da campanha eleitoral que tende a ficar mais intensa, é provável que a Justiça Eleitoral não terá como investigar denúncias feitas no anonimato. "A maior parte das reclamações, quando nossa equipe faz o auto de constatação que gera um procedimento se realmente for irregular". Caso seja verificado a irregularidade, o candidato é notificado e tem 48 horas para retirar a irregularidade.
Sobre o tímido desempenho das campanhas após a liberação do TSE, o magistrado afirma que tem observado nas três últimas eleições um movimento diferente com relação a campanha. Segundo Djalma, anteriormente, quando a Justiça Eleitoral liberava a campanha nas ruas, os candidatos imediatamente já colocavam propagandas com bastante intensidade. "De um modo geral, mesmo com as candidaturas majoritárias, a impressão que a gente tem é que estão começando a campanha pelo Interior".
FONTE:diáriodonordeste/POLÍTICA
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