Desfalque contra a Holanda, Angel é quem mais deu assistência na Era Sabella, quem mais finalizou na Copa, e seu aproveitamento é quase idêntico ao do capitão.Uma Argentina, mais do que nunca, refém de Messi. Se o craque do Barcelona é o coração da equipe que disputa a Copa do Mundo no Brasil, não seria exagero dizer que Di María é o pulmão e quem ainda divide com seu capitão a função de cérebro dos hermanos em campo. Líder em assistências na Era Sabella, Angel não enfrentará a Holanda na semifinal desta quarta-feira, pois sofreu um estiramento grau 1 na coxa direita contra a Bélgica. E os números apontam que os argentinos perdem em eficiência, intensidade e até defensivamente.
As estatísticas de Di María na seleção desde a chegada do treinador atual lembram, e muito, as de Messi. Angel também evoluiu muito com o comandante: eram somente quatro gols sob o comando de Maradona e Batista, agora soma dez no total. A marca mais impressionante, no entanto, está nos passes para gol: foram 11 sob o comando de Sabella, o que lhe garante a liderança com folga no quesito - Messi vem em segundo com seis. Angelito já tinha sido o principal garçom da última temporada europeia, com 25 passes decisivos. Os números são dos sites FutDados e Futebol Portenho.
Di María na Copa:
(notas do GloboEsporte.com)
x Bósnia: 5,5
x Irã: 5,0
x Nigéria: 7,5
x Suíça: 8,0
x Bélgica: 6,5
Com Di María em campo e Sabella no banco, a Argentina conquistou 80,46% dos pontos disputados: foram 29 jogos, com 21 vitórias, sete empates e somente uma derrota. Sem ele, foram dez exibições, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas, 56,67% de sucesso. Os números de Messi apontam para 81,1% e 51,85%, respectivamente. A singela vantagem do capitão, entretanto, é justificável: tem um jogo a mais que Di María com Sabella, e justamente uma vitória.
Importância defensiva causa mudança de esquema
A presença de Di María em campo também é determinante para que a Argentina mantenha o esquema com quatro homens de frente e não fique tão exposta defensivamente. Com o camisa 7, os hermanos marcaram 58 gols (média de 2 por jogo) e sofreram 21 (média de 0,7) na Era Sabella. Sem Angelito, marcou 18 (média de 1,8) e sofreu 11 (média de 1,1).
Talvez por isso, Sabella não tenha optado por nomes ofensivos, como Palacio ou Agüero, para a vaga de seu segundo jogador mais importante. Com Enzo Perez, o 4-3-3 vira um 4-4-2 bem definido, principalmente sem a bola. Apesar de teoricamente ser escalado na mesma posição do campo de Di María, o jogador do Benfica é muito mais volante do que meia e se aproxima mais de Mascherano e Biglia do que de Messi e Lavezzi. A atuação no segundo tempo contra a Bélgica evidenciou isso.
O desfalque de Angelito também diminui a intensidade ofensiva da Argentina neste Mundial. Nos cinco jogos de que participou, Di María foi, de longe, quem mais finalizou na equipe. São 25 tentativas, média de cinco por jogo, o que representa 29% do poder de fogo dos hermanos. O segundo é Messi, com 17.
Com Messi em campo, a esperança argentina no tricampeonato do mundo permanece grande. Mas os números deixam claro: sem Di María, a responsabilidade de Leo cresce. E muito. Argentina e Holanda se enfrentam às 17h (de Brasília) desta quarta-feira, na Arena Corinthians.
Número de Di María na Era Sabella
Com ele: 29J, 21V, 7E, 1D - 80,46% de aproveitamento
Sem ele: 10J, 5V, 2E, 3D - 56,67% de aproveitamento
Com ele: 58 gols marcados e 21 sofridos
Sem ele: 18 gols marcados e 11 sofridos
Números individuais: seis gols e 11 assistências
FONTE:G1/COPADOMUNDO

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