quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Ipu (CE): ‘Shopping Chão’ no Grêmio não enfraquece a economia da cidade

Vejo que nos últimos dias foi bastante falado sobre a “Feira Livre Shopping Chão” que atualmente acontece no Grêmio Ipuense, localizado no bairro da Mina em Ipu, na subida da Serra da Ibiapaba.

O assunto virou polêmica porque vários comerciantes preferem a Feira Livre sendo realizada no Centro da cidade, mas muitos e, principalmente, 95% dos feirantes preferem no Grêmio Ipuense.

A Feira Livre Shopping Chão é um evento “particular” e não “municipal”, onde existe um acordo entre Grêmio Ipuense e os feirantes que vem de Fortaleza.

A prefeitura tem autoridade para impedir o funcionamento da Feira Livre no Centro, mas não pode impedir o funcionamento da Feira Livre nas dependências do Grêmio Ipuense, por se tratar de um evento “particular” e não “municipal”, ainda mais com 95% dos feirantes preferindo ficar no Grêmio Ipuense ao invés do meio da rua.

Por causa da polêmica, alguns tentam fazer politicagem com o assunto e outros fazem comentários que são tendenciosos ou equivocados, no meu entendimento.

Li esse comentário do radialista Rárisson Ramon sobre o Shopping Chão: “Através da polêmica sobre a feira livre de Ipu ou como queiram “Shopping Chão”, pode-se observar a fraqueza econômica existente na cidade, onde há um clamor dos comerciários no sentido de haver um aquecimento financeiro e assim aumentar a circulação de moedas e logicamente os lucros.

Vejam bem…

“Fraqueza econômica existente na cidade”; “Um aquecimento financeiro”; “aumentar a circulação de moedas e logicamente os lucros”.

Estas colocações não fazem sentido, pois a mudança no local da Feira Livre não enfraqueceu a economia da cidade, pelo contrário, atualmente o Shopping Chão só aumentou de tamanho e está recebendo cada vez mais pessoas de outras cidade e estados, ou seja, está aquecendo cada vez mais a economia da cidade de Ipu.

O único “enfraquecimento” que existe é que a Feira Livre mudou do Centro para a Mina e assim deixou de aquecer, diretamente, os comerciantes no Centro e passou a aquecer os comerciantes na Mina. Isso não afetou a economia da cidade, pois não podemos pensar que a economia só existe no Centro da cidade. Não! A economia de um município é medida em todo o seu territória e não somente em seu Centro Comercial.

E não podemos também esquecer do fato de que 90% dos comerciantes, falo dos vendedores ambulantes, compram suas mercadorias nos comércios do Centro da cidade de Ipu. Então, na prática ou indiretamente, os comércios do Centro da cidade estão sendo aquecidos pela Feira Livre funcionando no bairro da Mina.

É claro que houve uma redução no movimento direto de dinheiro nos comércios do Centro, mas existe também um aumento no movimento direito de dinheiro nos comércios da Mina que, indiretamente, movimentam os comércios do Centro. E tudo isso faz parte da economia do município que não está perdendo nada com isso.

Então…

– se perguntar aos comerciantes do Centro se preferem a Feira Livre no Centro, eles responderão: sim!

– Se perguntar aos comerciantes da Mina se preferem a Feira Livre na Mina, eles responderão: sim!

– Se perguntar à população se preferem a Feira Livre no Centro ou na Mina, a maioria respondera: Mina!

– Se perguntar aos feirantes se preferem a Feira Livre no centro ou na Mina, 95% responderão: Mina!

– Se perguntar as autoridades de segurança e trânsito se preferem a Feira Livre no Centro ou na Mina, a grande maioria respondera: Mina!

Seja qual for o questionamento e resposta, o que interessa é que a Feira Livre Shopping Chão continua contribuindo para o aquecimento da economia da cidade de Ipu.

Fonte:Netcina

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