quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Ceará tem 33 casos confirmados de microcefalia e investiga outros 256


Os casos suspeitos de microcefalia em investigação no Ceará já somam 256 em 77 dos 184 municípios. Os números fazem parte do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) divulgado nesta terça-feira (23). O boletim aponta, ainda, que 46 notificações já foram descartadas e 33 confirmadas para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita.

Entre os casos confirmados, um teve diagnóstico confirmado para vírus zika e em 32 foram encerrados por critério clínico-radiológico. Segundo o boletim, ocorreram 19 óbitos no estado, sendo três casos de natimortos e 16 casos que evoluíram óbito após o nascimento. Destes, 47,4% (9) permanecem em investigação e 52,6% (10) foram confirmados sugestivos de infecção congênita, sendo um caso com identificação do vírus da zika no feto.

A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 33 centímetros. A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo menos 34 centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.

Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez – que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. A malformação do crânio pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika - transmitido pelo mosquito Aedes aegypti -, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral. Ainda assim, o Ministério da Saúde considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês, cujo diagnóstico final foi de microcefalia.


FONTE:G1/CE

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