quarta-feira, 22 de junho de 2016

Agora vai? Messi brilha, Argentina atropela EUA e chega à terceira final seguida


É justo dizer que a Argentina nunca esteve tão confortável para acabar com o jejum como agora. Ela tem um time que pratica o futebol com gosto – quando se trata de seleções, talvez chegue a ser um privilégio. Ela tem, ainda, o melhor jogador do mundo, que nos lembra de sua genialidade a cada toque na bola, como se fosse necessário. Os coadjuvantes também têm aparecido nesta Copa América Centenário: Banega, Mascherano, Lavezzi, Higuaín. Os dois últimos se juntaram a Messi e marcaram no atropelamento sobre os Estados Unidos, por 4 a 0, na semifinal desta terça-feira, em Houston.

SÓ UM TIME JOGOU
Klinsmann até certo ponto surpreendeu na escalação. Substituiu os três suspensos com Beckerman, Zusi e Wondolowski (não confundir com o polonês). Estava clara a mensagem conservadora, de preocupação com o que a Argentina poderia fazer. E fez. Logo aos três minutos, Messi deu aquele toque que só ele sabe por cima da defesa para Lavezzi cabecear também encobrindo Guzan e reviver Diego Maradona na comemoração, exatos 22 anos depois. A pressão argentina resultava em total controle do jogo – os americanos não sabiam o que fazer com a bola e rapidamente a entregavam. Numa cobrança de falta magistral, Messi anotou o segundo, ultrapassando Batistuta. O 2 a 0 saiu até barato.

CHILE OU COLÔMBIA?

É a terceira final seguida dos hermanos, ainda buscando dar fim à seca de 23 anos. Em 2014, enfrentaram a Alemanha na decisão da Copa do Mundo, no Maracanã, e acabaram penalizados pelos seguidos gols perdidos com o domínio e chute de Götze, já no segundo tempo da prorrogação. No ano passado, no Chile, também foi superior em 120 minutos, mas caiu para a seleção da casa nos pênaltis. A possibilidade de uma revanche existe, mas para isso a Roja precisará derrotar a Colômbia, nesta quarta-feira, em Chicago, às 21h (de Brasília), com transmissão ao vivo do SporTV e Tempo Real do GloboEsporte.com. A decisão? Domingo, às 21h, em Nova Jersey.

DESTAQUEODE AO MAIOR ARTILHEIRO ARGENTINO

As equipes estavam postas, à espera do apito para o início do segundo tempo, quando um torcedor invadiu o gramado. Disparou na direção onde todos já sabiam. De frente para Messi, entregou-lhe uma caneta, recebeu um autógrafo na camisa e o abraçou – antes de se agachar e fazer outro movimento, o de reverência ao ídolo. Um pouco antes, num golaço de falta, o camisa 10 havia arrancado aplausos dos 70.858 presentes no estádio e se consagrado como o maior artilheiro da história da seleção argentina, com 55 gols, agora sem a companhia de Gabriel Batistuta. Sem esquecer das duas assistências, para Lavezzi e Higuaín.

DESTAQUE SÓ UM TIME CONTINUOU JOGANDO

Klinsmann mexeu com 45 minutos de atraso. Pôs a promessa Pulisic, de 17 anos, no lugar de Wondolowski, modificando o posicionamento de algumas de suas peças. Mas o abismo técnico continuava – e a Argentina logo transformou em goleada, com ótimo cruzamento de Lavezzi para Higuaín, que precisou de dois chutes para marcar. Não havia mais jogo, mas ainda assim os donos da casa não conseguiram uma chance de perigo sequer – terminaram com o número zero de finalizações. Com o pé no freio, a Argentina ainda perdeu Augusto Fernández, com problema muscular, e Lavezzi, com luxação no cotovelo. E chegou ao quarto e definitivo gol na parceria entre Messi, em sua segunda assistência, e Higuaín.

Fonte:G1/COPA AMÉRICA DO CENTENÁRIO

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