A tradição da Rússia na ginástica rítmica é imensa. Maior vencedor da modalidade desde a inserção do esporte na Olimpíada, em Los Angeles-1984, o país confirmou o favoritismo e manteve a escrita. Neste sábado (20), na Arena Olímpica do Rio, a história se repetiu e, pela quinta vez seguida, o ouro no individual geral da modalidade ficou com a Rússia. E com direito a dobradinha! Impecável, Margarita Mamun sobrou e ficou com o ouro. Mesmo com um erro no exercício com as maças, Yana Kudryavtseva ficou com a prata. Desde Sidney-2000, a Rússia não sai do topo do pódio na ginástica rítmica. No Rio de Janeiro não foi diferente. O terceiro lugar ficou com a ucraniana Ganna Rizatdinova.
- É claro que não foi fácil, mas tentei fazer tudo que podia. Me concentrei bastante e fiz meu melhor. Estou muito feliz e surpresa. Estou surpresa mesmo. Não imaginei que isso pudesse acontecer desse jeito. Estou realmente muito feliz - disse rapidamente Mamun após a medalha de ouro.
Margarita Mamun e Yana Kudryavtseva celebram ouro e prata; Ganna Rizatdinova foi bronze (Foto: Reuters/Ruben Sprich)
Russas começam com tudo
Quando Margarita Mamun fez 19.050 na primeira rotação, com o arco, houve quem pensasse que a medalha de ouro estava encaminhada. A disputa com a compatriota russa Yana Kudryatseva foi até a terceira rotação. No primeiro aparelho, Kudryatseva fez 19.225 e arrancou aplausos da arquibancada e conquistou a liderança momentânea. A bielorrussa Melitina Staniouta e a ucraniana Ganna Rizatdinova, candidatas a desbancar as russas, tiveram um bom começo, mas não bom o suficiente.
Quando Margarita Mamun fez 19.050 na primeira rotação, com o arco, houve quem pensasse que a medalha de ouro estava encaminhada. A disputa com a compatriota russa Yana Kudryatseva foi até a terceira rotação. No primeiro aparelho, Kudryatseva fez 19.225 e arrancou aplausos da arquibancada e conquistou a liderança momentânea. A bielorrussa Melitina Staniouta e a ucraniana Ganna Rizatdinova, candidatas a desbancar as russas, tiveram um bom começo, mas não bom o suficiente.
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A flexibilidade de Margarita Mamun encantou o público (Foto: REUTERS/Ruben Sprich)
Dominantes no primeiro aparelho, as russas não fizeram por menos na segunda rotação. Com a bola, aumentaram suas notas e dispararam na liderança. Enquanto Margarita Mamun ficou com 19.150, a compatriota Yana Kudryatseva fez 19.250. O caminho para a medalha de ouro se desenhava, pela quinta olimpíada seguida, favorável para a Rússia.
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Um erro custa caro
Na terceira rotação, com as maças, Mamun seguiu firme com uma ótima nota (19.050). A compatriota Kudryavtseva, no entanto, não conseguiu realizar a última recepção do aparelho na sua performance. Visivelmente decepcionada, a tricampeã mundial deixou o tablado sob lágrimas. A nota, como era de se esperar, foi menor (17.883) e fez com que a ginasta perdesse a liderança do individual geral. Ao término da terceira rotação a liderança ainda era russa, mas com a chegada iminente da ucraniana Ganna Rizatdinova, que se aproximou do segundo lugar, ameaçando a dobradinha que se desenhava
FONTE:G1/GINÁSTICA OLÍMPIADAS 2016

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