terça-feira, 20 de setembro de 2016

Para técnico de Petrúcio, ele não deu 100% da sua capacidade na Rio 2016

A Paralimpíada do Rio foi excelente para Petrúcio Ferreira. O paraibano vai voltar para casa com três medalhas no peito: uma de ouro e duas de prata, além de bater recorde mundial dos 100m rasos da classe T47. A atuação do paraibano surpreendeu os torcedores brasileiros, mas não um paraibano em especial – o técnico do atleta, Pedro Almeida. Para ele, Petrúcio ainda não fez nas pistas de atletismo 100% do que sua capacidade como atleta permite.

Petrúcio tem apenas dois anos de carreira e foi descoberto em uma das edições dos Jogos Escolares da Paraíba. Quando Pedrinho, como o técnico é mais conhecido, o viu pela primeira vez, se espantou com o talento que o paraibano demonstrava nas pistas. No entanto, faltava ao atleta o refinamento das técnicas.

- Um professor da secretaria de esportes trouxe ele aqui e ele fez um teste comigo. A capacidade dele para o atletismo me surpreendeu e ele precisava treinar para a etapa nacional dos Jogos Escolares. Então a gente passou a trabalhar e eu ensinei as técnicas de atletismo a ele. Desde então, ele tem crescido e, nesta paralimpíada, ele não deu nem 50% do que ele pode fazer nas pistas de atletismo – afirmou o técnico de Petrúcio.

Nesta Paralimpíada, ele não deu nem 50% do que ele pode fazer nas pistas de atletismo
Pedrinho Almeida,
técnico de Petrúcio Ferreira

Mesmo, na opinião do seu treinador, sem ter dado toda sua capacidade nas pista da Paralimpíada, Petrúcio vai voltar para a Paraíba com conquistas importantes para sua carreira. Ele voou em sua primeira prova na competição e conquistou o ouro nos 100m da categoria t47, para atletas com amputação abaixou do cotovelo. Ele também baixou o recorde mundial, que durava desde de 1992, da prova para 10s57.

Petrúcio se destacou ainda na disputa do revezamento 4x100m da classe T42/47 e ficou com a prata, junto com Alan Fonteles, Yohansson Nascimento e Renato Cruz. A outra prata do paraibano veio na prova dos 400m.

De acordo com Pedrinho, antes da competição, eles não tinham treinado para os 400m. A decisão de disputar veio de uma conversa entre os dois e Petrúcio demonstrar a vontade de participar da prova.

Pedro Almeida comemora a boa atuação de Petrúcio na Paralimpíada do Rio de Janeiro
(Foto: Larissa Keren / Globoesporte.com/pb)


- Petrúcio é especialista nos 200m. Como nos Jogos não tinha essa prova, nós focamos os treinos nos 100m. Quando ele disse que queria disputar os 400, nós montamos uma estratégia, mas os treinos eram focados nos 100, pois a gente sabia que ele tinha chance de ouro – contou Pedrinho.

Com a boa participação na Paralimpíada do Rio, Pedrinho sabe que Petrúcio vai sofrer assédio para ir treinar em outro estado. Atualmente, eles treinam na pista de atletismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

- Ele foi o nome do paratletismo brasileiro nestes Jogos e vai receber convites de todos os lados. Se ele quiser ir, eu apoio, como sempre fiz. Mas vai depender dele ficar aqui comigo ou treinar fora. Como eu disse, ele tem muito a dar ainda para o esporte – finalizou.

Fonte:G1/PARALIMPÍADAS RIO 2016

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