A paralisação dos policiai civis segue na tarde desta quarta-feira e, em assembleia realizada no fim da manhã desta quarta, os agentes votaram por deflagrar greve por tempo indeterminado. Os servidores se reuniram na Praça dos Voluntários, conhecida como Praça da Polícia Civil, na Rua do Rosário, no Centro de Fortaleza. Os delegados não participam do movimento.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Ceará (Sinpol), Francisco Lucas, 72 horas após a comunicação ao Governo do Estado, a greve será deflagrada se as reivindicações não forem atendidas. A previsão é de que a parada por tempo indeterminado comece no próximo sábado (24).
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou em nota que durante a paralisação de 24 horas dos policiais civis nesta quarta-feira, a categoria “tem a obrigação legal de manter, pelo menos, 30% do efetivo atendendo as demandas da população”.
Melhoria salarial
Entre as exigências enviadas ao Governo do Estado, a categoria reclama melhoria salarial, alegando que o Ceará possui o pior salário do Nordeste; aumento do efetivo; e proibição dos desvios de funções. O objetivo, segundo o sindicato, é evitar que os policiais civis deixem de investigar os crimes para fazer a custódia de presos recolhidos em delegacias.
Ação nacional
“A paralisação acompanha uma ação nacional, com vários estados em protesto às propostas no Congresso que visam tirar benefícios dos servidores. Já a assembleia discute questões locais”, explica. “Ficou acordado com o Governo do Estado que, quando tratasse da questão salarial com a Polícia Militar, sentaria conosco, mas temos a informação de que teria encerrado a negociação com a PM, e o o aumento ocorreria em outubro”, reclama.
“O reconhecimento do nível superior para Polícia Civil não é condizente com o salário. Com todo respeito, mas somos equiparados ao salário do soldado da PM”, afirma o presidente do Sinpol.
FONTE:G1/CE

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