Em jogo morno, na manhã desta quinta-feira, em Yokohama, com poucas emoções, bem diferente do confronto da véspera, entre Kashima Antlers e Atlético Nacional de Medellín, o Real Madrid bateu o América do México por 2 a 0 e se classificou à decisão do Mundial de Clubes da Fifa, no Japão. Os gols do jogo foram do francês Benzema e do português Cristiano Ronaldo, que quebrou um jejum importante (ele nunca tinha marcado em partidas do torneio). A final, contra o campeão japonês, o Kashima, será no domingo, às 8h30m (horário de Brasília), com transmissão do Sportv.
De novo o árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) foi utilizado. E com polêmica, como no jogo da quarta-feira, só que menor, e num lance diferente. Desta vez foi para esclarecer a posição de Cristiano Ronaldo no segundo gol do Real, já nos acréscimos da etapa final. O atacante português estava em posição legal e tocou na saída do goleiro para fazer 2 a 0. Primeiro, o árbitro paraguaio Enrique Cáceres confirmou o gol. Mas ficou em dúvida, e pediu ajuda do sistema VAR. Em seguida, fez o sinal de um quadrado com as mãos, assinalando que tinha recebido informação do árbitro de vídeo. E anulou o gol, apontando impedimento de Cristiano Ronaldo. O auxiliar, porém, já tinha corrido para o meio de campo. O jogo recomeçou, com o América batendo a falta. E o juiz, de novo, interrompeu a partida. Informado novamente pelo ponto eletrônico, Cáceres voltou a validar o gol do Real Madrid, em decisão, desta vez, acertada.
Inicialmente a Fifa tinha dito que o VAR não seria usado para esclarecer dúvidas sobre impedimento. O recurso valeria para apontar gol (se a bola cruzou ou não a linha), pênalti (como em Atlético Nacional x Kashima) e agressões que o árbitro não tenha visto.
A partida teve outro lance curioso, na metade do segundo tempo: o craque Cristiano Ronaldo errou bisonhamente uma cabeçada embaixo da trave e jogou como se fosse zagueiro do América. O atacante do Real recebeu cruzamento de Carbajal da direita e, sem goleiro, na hora de concluir, errou feio. Em vez de cabecear na direção do gol, testou torto, sem direção, como se quisesse, na verdade, afastá-la da área. Um autêntico zagueiro. Cristiano Ronaldo ainda fez cara feia para Benzema, sinalizando que o francês, que também tentava chegar na bola, o teria atrapalhado.
Karim Benzema chuta de pé direito, no finzinho do primeiro tempo, diante da marcação de Goltz, para marcar gol do Real Madrid sobre o América do México na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, em Yokohama, no Japão - TORU YAMANAKA / AFP
O melhor jogador do mundo, aliás, teve atuação discreta. Em alguns momentos o português tentou alegrar a torcida japonesa, produzindo jogadas de efeito, como pedaladas e dribles, mas, na maioria das vezes, com pouca efetividade. No último lance, aproveitou lançamento e, cara a cara com o goleiro, tocou para o fundo da rede.
O América do México não jogou mal. Fiel à proposta de se fechar na defesa e apostar numa bola, tentou tirar o espaço dos jogadores do Real. O abismo técnico entre os dois times fez o Real dominar o jogo, com posse de bola de 60% a 40%, como era de se esperar, mas a equipe espanhola não foi tão perigosa. No primeiro tempo a única chance verdadeira do campeão europeu foi aos 25 minutos, com Cristiano Ronaldo, que cabeceou na trave direita do goleiro Muñoz. Até que aconteceu o gol, aos 45, em assistência perfeita de Tony Kroos para conclusão eficiente de Benzema, com a parte de fora do pé direito.
Benzema feliz da vida com o gol que marcou na vitória do Real Madrid sobre o América do México na semifinal do Mundial de Clubes - Issei Kato / REUTERS
Na segunda etapa o panorama se manteve. O Real com a bola, mas sem conseguir ameaçar de fato. E o América evitando se expor, mesmo em desvantagem no placar. Os contra-ataques do time mexicano também não causavam problema ao adversário.
A atuação meramente protocolar do Real Madrid foi suficiente para levar o time à decisão do Mundial de Clubes. E tirou uma invencibilidade de 16 partidas do América do México.
Fonte:O GLOBO/MUNDIAL DE CLUBES

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