segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Ceará tem de chuva abaixo da média histórica nos 15 primeiros dias do ano

Os primeiros 15 dias de 2017 tiveram um baixo volume de chuva no Ceará se comparado com a média histórica do mês de janeiro. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o acumulado nas duas primeiras semanas do ano foi 25,8 milímetros de volume de chuva no estado, aproximadamente um quarto do esperado para o mês de janeiro. A média histórica de janeiro é de 98,7 milímetros.
VOLUME DE CHUVA NO CEARÁ
(medido em milímetros)
AnoVolume
em janeiro
Volume
anual
201725 (até dia 16)   -
2016206,5532
201527,8533
201446,6565,5
201337,6551,2
201254388,8
2011212,91.034,5
201088,9542,5
2009111,91.225,7
200899,1923,1
Média histórica em janeiro: 98,7
Médica histórica anual: 800,6
FONTE: Funceme


O volume de chuva no período também está abaixo da médias em todas as cidades, mesmo nos municípios que tiveram as maiores precipitações, como em Ipueiras e Ubajara.

Em Graça, o volume de chuvas nas duas primeiras semanas de 2017 é 60 milímetros, o maior do Ceará neste ano, de acordo com a Funceme, 57% abaixo do esperado com base na média histórica. No Crato, as chuvas já ocorridas chegam 20% do esperado; em Fortaleza e Sobral, 52%. 

Já Juazeiro do Norte tem a pior situação do estado neste início de ano se comparado com a média histórica do período. Enquanto a média na cidade é de 77,9 milímetros, a cidade teve quatro milímetros em 15 dias, apenas 7% do que se espera.

Estado de emergência
Devido à situação de crise hídrica, o Governo do Ceará decretou situação de emergência de Fortaleza e outras seis cidades da região metropolitana devido à seca, que já dura pelo menos cinco anos no estado. Além da capital, os outros municípios Aquiraz, Eusébio, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú e Maranguape. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado da sexta-feira (13).

Com a inclusão dessas cidades, passou para 137 o número de municípios cearenses em situação de emergência por estiagem ou seca decretada pelo Governo do Ceará, o que representa 74,4% do território. De acordo com a Defesa Civil, até a última terça-feira (10), 17 destas cidades aguardavam o reconhecimento pelo Governo Federal.

O reconhecimento da situação de emergência garante a continuidade das ações emergenciais implementadas no estado para atendimento da população afetada pelo pela falta de água. Além disso, permite que as Prefeituras solicitem o apoio do Governo Federal para o restabelecimento imediato dos serviços essenciais, como o abastecimento de água.

Fonte:G1/CE

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