segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Secretaria de Saúde do Estado inicia fumacê para conter dengue em Fortaleza


Começa nesta segunda-feira (26) o primeiro ciclo da pulverização espacial UBV pesado (fumacê) do ano em Fortaleza. De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), serão realizados três ciclos até o dia 16 de março.

Em cada ciclo, cinco veículos equipados com o equipamento de pulverização do inseticida cobrirão 2.411 quarteirões de nove bairros da capital, diariamente, das 5 horas às 8h30min e das 16 às 20 horas. A recomendação aos moradores é que abram portas e janelas das casas na passagem do fumacê, para que o inseticida atinja o mosquito dentro das residências.

Em Fortaleza, a pulverização acontecerá nos seguintes bairros:

Resultado de imagem para Secretaria de Saúde do Estado inicia fumacê para conter dengue em FortalezaConjunto Palmeiras
Jangurussu
José Walter
Planalto Airton Senna
Parque São José
Parque Santa Rosa
Maraponga
Vila Manoel Sátiro
Mondubim

Este ano, a Base Central de UBV da Secretaria da Saúde do Ceará realizou três ciclos de pulverização de inseticida em Aracati, de 23 de janeiro a 9 de fevereiro, e Solonópole, de 5 a 16 de fevereiro.

A pulverização espacial UBV pesado ocorre por solicitação dos municípios, que definem as áreas a serem cobertas. Para a realização do procedimento são avaliados os dados epidemiológicos apresentados pelos municípios, histórico de casos e ocorrência de transmissão de arboviroses (dengue, chikungunya e zika) nas áreas definidas. As aplicações a ultrabaixo volume (UBV) são preconizadas para controle do mosquito Aedes aegypti somente quanto houver necessidade do controle de surtos e epidemias, como estabelece o Ministério da Saúde.

A pulverização em UBV ou nebulização espacial é a aplicação de agrotóxico em dosagens baixas, através de equipamentos que “quebram” as partículas da calda inseticida em minúsculas gotículas, que em suspensão poderão atingir letalmente o inseto vetor. Tem efeito efêmero (somente enquanto em suspensão), é inespecífica (atua sobre qualquer outro organismo) e age apenas em mosquitos adultos. É medida de baixa eficiência e, se não precedida da eliminação de criadouros na área definida para o bloqueio de transmissão, não alcançará o fim proposto.

O inseticida não mata as larvas do mosquito, que estão em caixas d’água, potes, baldes, pneus, lajes. Por isso, a eliminação dos criadouros deve acontecer antes da passagem do fumacê. A população tem papel importante na eliminação de criadouros, que deve ser realizada pelo menos uma vez por semana nas residências. Assim, o ciclo de vida do mosquito será interrompido.

As prefeituras também devem intensificar as visitas domiciliares dos agentes de endemias nas áreas de infestação e reforçar a atuação das brigadas institucionais e comunitárias no combate ao mosquito.

FONTE:G1/CE

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