Conforme o órgão, a distribuição de água foi suspensa emergencialmente devido à falta de energia elétrica no ponto de captação de água que abastece Jaguaretama. Na sequência, o abastecimento precisou ser suspenso novamente, de forma emergencial, para ajustes operacionais e retirada de vazamento na adutora que abastece a cidade.
Transtornos
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Moradores relatam dificuldade de cumprir orientações de higiene pessoal com a falta de água em cidade do Ceará — Foto: Honório Barbosa/SVM
O servidor público municipal Marcelo Souza foi um dos afetados com o corte no fornecimento de água para os moradores da área urbana. “Nesse tempo de pandemia, que há necessidade de mais banho e higiene pessoal, a gente ficar sem água em casa é muito ruim”, reclamou. “Houve várias reclamações e ficaram de enviar técnicos para ver o que aconteceu.”
O Ceará soma 1,8 mil casos da doença em 59 das 184 cidades; o estado registra ainda 91 óbitos pela doença, sendo um dos estados mais afetados pela Covid-19, o que reforça a necessidade de cuidados para evitar a proliferação da doença.
A dona de casa Francisca Nogueira, moradora de área mais elevada da cidade, disse que ainda a água não chegou na torneira da casa dela e dos vizinhos, o que dificulta a higiene em meio à pandemia. “Quem não tem caixa, fica sem água logo quando falta, e como fazer para tomar banho, lavar roupa?”, questiona.
A Cagece explicou que, “como a distribuição da água funciona por pressão, o equilíbrio total deve ocorrer em até 48 horas nas áreas mais elevadas ou distantes”.
A falta de água na cidade fez com que temporariamente os moradores voltassem a conviver com uma realidade não muito distante. Entre 2015 e 2018, a cidade enfrentou crise no abastecimento em decorrência da perda de volume do açude Riacho do Sangue, em Solonópole.


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