Três homens, presos com fuzis e explosivos em Quixadá (a cerca de 160 km de distância de Fortaleza), foram condenados a um total de 25 anos e 6 meses de prisão, por decisão da Justiça Estadual do Ceará. O trio é apontado como como integrante da 'Quadrilha dos Pipoca' - grupo criminoso especializado em ataques a instituições financeiras.
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O juiz da Vara de Delitos de Organizações Criminosas determinou que José Alberto da Silva Lima, Francisco Herbet Melo da Silva e Francisco Willame Macário Hilário Júnior devem cumprir 8 anos e 6 meses de reclusão, cada, em regime inicialmente fechado, sem direito de recorrer em liberdade. As defesas contestam a condenação e as provas colhidas na investigação.
A sentença foi proferida no dia 25 de março deste ano, mas foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico apenas na última quinta-feira (16).
Conforme a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), investigações sobre uma facção criminosa cearense e denúncias anônimas levaram a Polícia Militar até os três homens, no Município de Quixadá, no dia 15 de fevereiro de 2018.
José Alberto foi preso com um revólver e munições, em uma residência na localidade de Vila Rica. Depois, os policiais se dirigiram à localidade de Umarizeiras, onde encontraram Francisco Herbet, que levou os agentes de segurança até o esconderijo das armas.
Em um depósito de ferramentas abandonado, na localidade de Cachoeiras, a PM apreendeu três duzis, munições, dois coletes balísticos, uma balaclava e grande quantidade de explosivos. Por fim, a Polícia efetuou a prisão de Francisco Willame, o 'Júnior da Deusa', em uma residência no bairro Campo Velho.
O trio foi condenado pelos crimes de organização criminosa e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A Vara de Delitos de Organizações Criminosas também determinou que as armas de fogo e as munições apreendidas sejam destruídas pelos órgãos da Segurança Pública ou pelas Forças Armadas Brasileiras.
Defesas dos réus
A advogada Karla Mairly Soares dos Santos, que representa Francisco Herbet, acredita que "diante da primariedade do réu e dos pré-requisitos que ele apresenta, tais como residência fixa e ocupação lícita, a gente entende que a condenação foi um pouco demasiada".
"Ele foi preso em uma situação que não apresentava ameaça, estava em casa. Ele estava apenas na guarda de armas, e relacionaram o réu a uma organização criminosa", argumenta.
A defesa dos outros réus não foi localizada pela reportagem. No processo, os advogados de José Alberto afirmaram que as provas contra o seu cliente eram ilícitas, porque os presos sofreram agressões físicas dos policiais. Enquanto a defesa de Francisco Willame alegou que não havia provas de que o preso tinha cometido os crimes.
Quadrilha dos Pipoca
A 'Quadrilha dos Pipoca', formada principalmente por uma família de Quixadá, se notabilizou por ataques a bancos e carros-fortes e atentados de agentes de segurança, no Ceará e em outros estados do Nordeste e vizinhos.
Após uma tentativa de roubo a carro-forte em Tocantins, em outubro do ano passado, quatro integrantes do grupo foram mortos em confronto com a Polícia: os irmãos Elineudo Oliveira Silva e Elineuton Oliveira Silva; Paulo Sérgio de Oliveira; e Ângelo Márcio Rodrigues. Um sargento da Polícia Militar também morreu na troca de tiros.
FONTE:G1/CE
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