Em apenas três meses, 150 checagens. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a equipe do Fato ou Fake tem verificado textos, áudios e vídeos que têm se propagado na internet e no celular.
Entre as mensagens falsas estão promessas de cura da doença. Há boatos que envolvem chá de jambu, água tônica, limão e bicarbonato, café, vinho, sal e vinagre, alho e vitamina C. Outros falam de técnicas como auto-hemoterapia, soroterapia e ozonioterapia. E há ainda os que digam que já existem vacinas aprovadas e em uso.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde reforçam que não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus, causador da Covid-19.
Há ainda mensagens falsas sobre a origem do vírus, sobre hospitais vazios e sobre o álcool em gel. Boatos que atacam o isolamento social também têm sido recorrentes. Além disso, são muitas as fotos antigas tiradas de contexto.
Todas as checagens podem ser conferidas no site: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/coronavirus/

#FATO ou #FAKE: as checagens mais acessadas sobre o Coronavírus
As mais acessadas
Dentre as checagens sobre a Covid-19 mais acessadas, dez se destacam. São elas:
Fato ou Fake
O Fato ou Fake foi lançado em 30 de julho de 2018, com o objetivo de alertar os brasileiros e esclarecer o que é notícia (fato) e o que é falso (fake). Apenas no ano de estreia, foram mais de mil checagens realizadas.
Participam da apuração equipes de G1, O Globo, Extra, Época, Valor, CBN, GloboNews e TV Globo. Jornalistas fazem um monitoramento diário para identificar mensagens suspeitas muito compartilhadas nas redes sociais e por aplicativos como o WhatsApp. Ao juntar forças entre as diversas redações, tem sido possível verificar mais – e mais rápido.
Como identificar uma mensagem falsa
Pensando na proliferação do conteúdo falso nas redes, a equipe do Fato ou Fake preparou um guia com seis dicas para identificar mensagens falsas em meio à pandemia do coronavírus.
Em um vídeo, repórteres também dão as pistas para checar um boato:

Como identificar se uma mensagem é falsa
Metodologia
Os jornalistas do Fato ou Fake monitoram as redes sociais por meio de um amplo leque de ferramentas e trocam dados entre si sobre o resultado do monitoramento.
Após a constatação de que uma mensagem tenha sido muito compartilhada nas redes sociais, os jornalistas investigam a fonte que deu origem a ela, se está fora de contexto ou é antiga e se as imagens apresentadas correspondem ao que é narrado.
Em seguida, são ouvidas as pessoas citadas. A apuração segue com a manifestação de fontes oficiais, testemunhas e especialistas que possam ajudar a esclarecer o que está escrito ou dito na mensagem.
O principal critério de checagem é a transparência de informações, baseada em três pilares:
Transparência de fontes: o objetivo é que o leitor veja com clareza o caminho de apuração percorrido pelo jornalista. Para isso, todas as fontes consultadas durante a checagem são identificadas no texto, sejam elas pessoas ou instituições.
Transparência de metodologia: o processo de seleção da mensagem a ser checada, a apuração e a classificação da checagem são claras, deixando em destaque o que levou a informação a ser checada, como ocorreu a apuração e o motivo da classificação como fato ou fake.
Transparência de correções: caso haja alguma modificação na checagem que tenha comprometido a sua publicação original, essa alteração estará devidamente identificada na reportagem.
Os títulos das checagens publicadas são sempre claros, já deixando em destaque se a mensagem é verdadeira ou falsa. Os selos utilizados para classificar as mensagens também são destacados para evitar interpretações dúbias.
Os selos
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Fato - quando o conteúdo checado é totalmente verídico e comprovado por meio de dados, datas, locais, pessoas envolvidas, fontes oficiais e especialistas.
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Não é bem assim - quando é parcialmente verdadeiro, exagerado ou incompleto, exigindo um esclarecimento ou uma maior contextualização para ser totalmente compreendido.
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Fake - quando não se baseia em fatos comprovados por meio de dados, datas, locais, pessoas envolvidas, fontes oficiais e especialistas.
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Fato ou Fake — Foto: G1
FONTE:G1/FATO OU FAKE
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