O Brasil também apresentou uma queda recorde de 11,7% no seu volume de serviços, sendo a maior já vista em 9 anos. Entre as unidades da federação, apenas Mato Grosso apresentou uma variação positiva de 9% no mês.
O Ceará ficou em segundo lugar no ranking entre as regiões com maiores recuos, ficando atrás apenas de Alagoas (26,5%).
De acordo com o IBGE, os dados refletem os efeitos das medidas de distanciamento social e suspensão de atividades não essenciais, como forma de evitar a contaminação pela Covid-19.
"O mês de março trouxe os efeitos de paralisação das atividades econômicas apenas em seu último terço, em abril, o impacto se deu sobre o período todo, o que se traduziu em maiores perdas de receitas das empresas prestadoras de serviços", pontua o instituto em nota.
Atividades turísticas
Em relação ao volume das atividades turísticas, o Ceará registrou uma queda de 52,9% frente ao mês de março, que já apontava um recuo de 31,3%. Segundo o IBGE, as ações contra o novo coronavírus atingiram de forma mais intensa as empresas deste segmento.
"As medidas contra a COVID-19, como o estímulo ao isolamento social, atingiram de forma mais intensa e imediata boa parte das empresas que compõem as atividades correlatas ao turismo, principalmente, transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis", pontua.
Outros serviços que também apontaram queda no Estado foram: serviços de transporte (44,8%), serviços profissionais (19,1%) e serviços de informação (1,6%). Com o resultado, o Ceará, acumula recuo de 23,5% na receita nominal dos serviços, em abril e queda de 26,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Fonte:G1/CE
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