quarta-feira, 8 de junho de 2022

Ceará gasta R$ 20,5 milhões em internações por lesões de trânsito em 2021

 

Os gastos com internações hospitalares devido a lesões de trânsito foram de R$ 20,5 milhões no Ceará em 2021, de acordo com dados divulgados em boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) no dia 25 de maio. O valor é 51,3% maior do que o registrado em 2015, desde quando o Estado apresenta altas sucessivas a cada ano. Até março de 2022, o valor gasto já ultrapassa R$ 4,6 mil.A Sesa aponta que os acidentes de transporte terrestre ainda representam um custo alto para a saúde pública. A nível nacional, uma pesquisa de 2020 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estimou que os acidentes em rodovias e áreas urbanas custam cerca de R$ 50 bilhões por ano ao Brasil. Os custos hospitalares correspondem à segunda maior fatia desses valores, atrás do custo relativo à perda de produção.O Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), instituição responsável por propor uma nova gestão para o trânsito brasileiro, propõe a criação de uma lei que viabilize a cobrança administrativa dos custos com saúde e previdência social dos causadores de acidentes de trânsito com vítimas.


Em abril de 2021, o Senado Federal aprovou uma proposta de lei na qual o causador de um acidente de trânsito deverá ressarcir ao Sistema Único de Saúde (SUS) o valor gasto no tratamento das vítimas, caso tenha estado sob influência de álcool ou outra substância psicoativa no momento do acidente. O projeto seguiu para análise da Câmara dos Deputados, mas ainda não foi votado.O professor José Ademar Gondim Vasconcelos, docente do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), pondera que é necessário trabalhar o fator humano em relação aos acidentes de trânsito, com a realização de campanhas de conscientização, por exemplo. No caso dos motociclistas, público com maior índice de mortes no Estado e no País, o especialista analisa que há um risco muito grande. "Não há uma proteção proporcional à velocidade que as motos desenvolvem e muitos condutores não são habilitados", argumenta.


FONTE:O POVO

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