EUA e Israel conversam em Washington. Objetivo é manter negociações após 29 de abril, pois o prazo para concluir o acordo de paz não vai ser cumprido.Palestinos e israelenses chegaram a um acordo para prosseguir com os contatos entre seus negociadores para tentar evitar o colapso do processo iniciado no ano passado sob a mediação dos Estados Unidos, informou nesta terça-feira a rádio pública israelense. Os dois negociadores, o palestino Saeb Erekat e israelense Tzipi Livni, mantiveram duas reuniões nas últimas 48 horas, que contaram com a presença do enviado americano para o processo, Martin Indyk. No encontro, realizado em Jerusalém, ambos concordaram em prosseguir com as conversas para tentar solucionar o impasse surgido há dez dias, quando Israel deixou em suspenso a libertação da quarta leva de presos palestinos. Pouco depois da medida israelense, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, assinou quinze solicitações de adesão a tratados e convenções internacionais, desagradando Israel e os EUA.O processo se tornou ainda mais difícil pela decisão israelense de abrir licitação para a construção de 700 casas no território ocupado da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. “As diferenças continuam, mas ambas as partes estão comprometidas a resolvê-las”, anunciou de Washington a porta-voz do Departamento de Estado americano, Jen Psaki. A reunião da noite de segunda ocorreu após o secretário de Estado, John Kerry, advertir que os EUA estão reconsiderando seu papel em futuras negociações de paz no Oriente Médio.
A rádio israelense informou também que o secretário de Estado se reunirá nesta quarta-feira com o chefe da diplomacia israelense, Avigdor Lieberman, que se encontra em Washington, para tentar consolidar o resgate do processo negociador. O objetivo mais urgente é conseguir que as conversas continuem para além de 29 de abril – fim do prazo inicial de nove meses que as partes estipularam, em julho do ano passado. Segundo a proposta dos EUA, Israel deve libertar imediatamente os 30 presos que já tinha se comprometido a saltar e prosseguir com o cronograma de libertação de detentos até o fim do ano.
Como gesto de boa vontade, Washington anunciaria o indulto para o espião Jonathan Pollard, um ex-analista civil de inteligência da marinha americano que no anos 80 foi condenado por espionagem em um dos maiores escândalos nas relações entre ambos os países. Anos depois, Pollard se nacionalizou israelense. Israel também exigiu que os palestinos retirem as quinze solicitações de adesão aos tratados internacionais.
FONTE:REVISTA VEJA

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